quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Pais e etc.

Incompreensão é a palavra mais usada segundos ao dia por um filho que tenta definir o relacionamento de seus pais para com ele. Foge-lhe da memória que aquelas duas pessoas tiveram uma história anterior a ele, e que então ele não representa a razão daquele relacionamento, e sim o produto. Foge, por um tempo, da memória dos pais que aquele produto tão amado, não é exato, e sim contínuo. O filho é educado com o objetivo de amadurecer, o pai educa com o objetivo de eternizar ao máximo aquela relação. Com o decorrer da educação, o filho percebe que não precisa ter as mesmas opiniões dos seus país, nem  os mesmos hábitos passados dele, assim como dentre todos os seus amigos mais chegados existe uma infinidade de opiniões opostas e hábitos antagônicos os quais você aprende a conviver e a respeitar. Pois é, respeitar. Respeito é a única relação realmente eterna, sem metáfora, nem exageros, na relação pai e filho que compete sempre e igualmente aos dois lados. Se foi tão fácil aceitar que o seu amigo é conservador e você mais liberal, porque é tão difícil aceitar que seus pais pensam diferente de você. O problema está exatamente aí! Em a gente pensar que os pais pensam diferente de nós, quando na verdade nós pensamos diferente deles e que essa divergência de mesma genética e pensamentos opostos confundem mais a eles do que a nós, ou você acha que não passa pela mente deles como um filho educado, amado, ensinado,e cuidado por eles, poderia simplesmente ler dois artigos de um desconhecido dizendo que a pílula do dia seguinte só possui efeitos contraceptivos e não abortivos para decidir que a ciência educa melhor que eles, ou como de repente um beijo de boa noite tornou-se raro. Apesar de que a vontade de nós, filhos, seja uma independência constantemente maior, para os nossos pais ela estaciona quando a primeiro ato dessa tal independência surge. E a relação pais e filhos segue assim até o fim, você constantemente independente e seus pais eternamente dependentes de você. E assim segue até que você chore em uma sala de parto enquanto vê aquele pequeno ser gerado do amor de uma história anterior, que será educado, se tornará independente e levará sua dependência amarrada nele seja lá pra onde ele for. Não é necessário uma compreensão total do que passa pela cabeça dos seus pais agora, você não precisa entender que ele sofre por tentar te dizer mais de uma vez que uma coisa não está certa e você descobrir o porque só depois de pôr tal coisa em prática. Os pais não sofrem porque foram desobedecidos ou contrariados, e sim, porque eles te vêem passando exatamente pelo que eles sabiam que ia acontecer, e que educar não foi o bastante. Porém, nada disso quer dizer que nós, filhos, não aprendamos, e que vocês, pais, não errem.
Compreenda.
Beijos.

2 comentários:

  1. Uma hora nossos pensamentos mudam sim, mas o respeito é eterno! parabéns amiguinhaa, traduzindo da melhor maneira nosso cotidiano! =*

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  2. Já pensei muito sobre essa relação "patri-fili".
    Mas ela é muito complexa pra ser opinada em um só momento...

    E, por fim, fiquei com os versos de Belchior cantados por Elis:
    "Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo que fizemos...
    Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais"

    Leia, escute e escreva!

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