sexta-feira, 18 de março de 2011

Sertanejo Desconhecido


Um jantar a luz de estrelas ofuscadas pela cidade
Alimentanto-se de amor, nutrindo-se de vento
Um sorriso de esperança, um pranto de certeza
Graduado em desinformação, especializado em prática
Dormindo num colchão de chão, num vão que chamava casa
Uma infinidade de nãos, oportunidades raras
Dinheiro que nunca via
O sonho de ser 'Coroné' se esvaia
Mas aí entrava Zé e Maria,
Advertindo que sem dançar, dalí não sairíam
O  sujeito sua sanfona arrebatara,
Explodindo em uma melodia que em todo sítio se ouvia
Sem saber por que vivia, ainda pensava
Que apesar de nada ser como ele  sempre sonhara
Felicidade tão pura como aquela, ninguem sequer houvera sonhado.

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